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UM MENINO QUALQUER

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on December 7, 2007 at 4:28:43 pm
 

 

 UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL

 

Curso de Pedagogia a Distância/FACED/UFRGS.

 

INTERDISCIPLINA: Literatura Infanto Juvenil e Aprendizagem.                

PROF. : Maximira Carlota André

GRUPO: Débora Boff Scheffer, Dulce de Medeiros Boff Scheffer, Edinara Scheffer Costa, Elizete Borges da Rocha, Fabiana Carlos Cardoso Sparremberger, Jucimarfa Jaeger Scheffer Medeiros, Liziani Scheffer Evaldt e Luana de Oliveira Boff.

 

Contação de histórias

 

 

Era uma vez um menino qualquer que
vivia numa cidade qualquer
Seu nome?
Isso não importa.
O fato é que ele era apenas um menino.
Assim como eu
Assim como você.
 
 
 
 
 
 
Um menino alegre. Cheio de sonhos
Sonhos que ele nem sonhava ainda
Um menino de sonhos
E que tinha uma amiga
Uma menina cheia de sonhos
O maior deles: ter um amigo
Um amigo qualquer não importava a idade, a cor, o time de futebol.
Queria apenas ter um amigo e sonhou que este amigo era o menino desta história que você começa a conhecer
Ela era uma menina assim, como você ou como eu.
 

Menina bonita de vestido de chita, vermelho e amarelo cheinho de fitas.
Menina de sorrisos, de cabelos compridos, de sardas no rosto procura um amigo.
 
 
 
 
 
 
Bem, mas se nossa história é sobre o menino e não sobre a sua amiga, o que ela faz aqui, então?
 
 
 
 
 
 
 
   
 
 
 
 
  
Já me vou, já me vou
Tantas histórias o mundo tem
De fadas, de bruxas, de duendes
 
Pode ter a minha também?
Lá vou eu, lá vou eu procurar a minha história. Eu mesma invento uma e guardo na memória.
 
 
 
 
 
  O menino tinha um cachorro. Nem alto nem baixo. Nem gordo nem magro. Nem bonito nem feio. Era um bicho assim-assim, que roia osso assim-assim, como qualquer outro cachorro vira-latas. Mas era muito legal. E quando latia, cantava baixinho, fazia miau-miau.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
   
Não assustava ladrão. Não batia nos gatos, nem perseguia ratos. Focava deitado no sol, ronronando assim-assim. Não uivava pra lua, não saía pra rua, nem comia carne crua.
Rimava bacia com melancia e fazia poesia. Esse era o cão do menino. Mas, cá pra nós, pra que serve um cachorro assim tão assim-assim?
 
 
 
 
 
 
Cão que canta não desafina acerta o ritmo e vira bailarina. E o cachorro, agora bailarina, foi dançar lá na esquina.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
  
No entanto, esta história não é sobre
 animais. É sobre um menino. Um menino com a cabeça cheia de aventuras que, um dia, ganhou uma bola. Uma bola preta e branca, com gomos de couro. Bola diferente. Bola quadrada. Quadrada? Bola quadrada? Boldrada?

 

 

Para que serve uma boldrada?

O desejo do pai do menino, quando deu a bola para o menino, era que o menino desejasse ser jogador de futebol. E fizesse muitos golos. Desejo do pai do menino mas não do menino.
 
 
 
 
 
 
 
   
E o menino, que tinha uma amiga e que tinha um cachorro e que tinha uma bola e que tinha um pai, tinha o sonho de ser General. A mãe achava tão bonito um filho militar. Todo verde-oliva, da cabeça aos pés.
 
 
 
 
 
 
 
 
Um dois feijão com arroz, três quatro feijão no
 
prato.
Marcha, soldado cabeça de papel, quem não marcha direito, vai preso pro quartel....
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Marchava o menino nos desfile de setembro. E a mãe já o via homem feito, botas lustrosas, medalhas no peito. Chapéu de General, condecorações de General, cara séria de General. Que coisa mais linda!!!!
O quartel prendeu fogo, alguém deu um sinal.Não é que queimou todo o mau humor do Marechal?
 
 
 
 
 
 
Este menino general tinha uma avó. Uma avó
 
que não era assim-assim. Vivia metida em aventuras, andava de moto, dançava balé, jogava basquete e cinco marias, empinava pipas em dia de temporal. O olho sempre brilhante, pronto para descobrir segredos. E foi esta avó que percebeu, que primeiro entendeu, e cantarolando falou:
 
 
   
Meu neto, meu menino querido, olhe para os lados, para frente, para dentro, que sonhos mais assim-assim, que sonhos mais pequeninim.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O menino arregalou os olhos. Um ficou do tamanho do sol, o outro da redondeza da lua cheia. E brilhavam brilhavam, feito estrelas em noite escura.
Lá dentro de sua cabeça, a luz acendeu, uma idéia estalou e uma voz bem fraquinha falou.
E foi ficando forte e mais forte. Até que ele escutou. Era a voz do menino.
Ao ouvir suas palavras, ele chutou a bola para cima e ela virou um avião, daqueles grandes, supersônicos.
A amiga se transformou em aeromoça, o cachorro virou poeta e a roupa de general uma bela fantasia pra pular carnaval.
E se um dia você olhar para cima e enxergar um grande avião passar, cantando um samba-enredo, é a gargalhada do menino.
Risada solta nem um pouco assim-assim.

 

 

 

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