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A FORMIGUINHA E A NEVE

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UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL - UFRGS

Curso de Pedagogia a Distância

Literatura Infanto Juvenil e Aprendizagem   

Professora: Maximira Carlota André

 

Componentes do grupo: Andréia Carlos, Carine Linhares, Fabiana Hahn, Marcia Model, Maria Aparecida,

     Patrícia Barbosa, Rosimeri Hertzog, Simone Matos e Vanícia.

 

 

CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS

 

 

  A FORMIGUINHA E A NEVE

 

 

 

Narrador – Certa manhã de inverno uma formiguinha saiu para seu trabalho diário. Já ia muito longe a procura de alimento, quando de repente um floco de neve caiu e prendeu seu pezinho. Aflita vendo que não podia se livrar da neve, e iria assim morrer de fome e frio, voltou-se para o sol e disse:
 
Formiga – Hó sol, tu que és tão forte, derrete a neve que prendeu o meu pezinho.
 
Narrador – E o sol indiferente nas alturas falou:
 
Sol         - Mais forte do que eu é o muro que me tapa.
 
Narrador - Olhando então para o muro a formiguinha pediu:
 
Formiga - Hó muro tu que és tão forte que tapas o sol que derrete a neve, desprende o meu pezinho?
 
Narrador - E o muro que nada vê e muito pouco fala, respondeu apenas:
 
Muro      -   Mais forte do que eu é o rato que me rói.
 
Narrador - Voltando-se então para o ratinho que passava apressado, a formiguinha suplicou:
 
Formiga - Hó rato, tu que és tão forte, que rói o muro que tapa o sol que derrete a neve, desprende o meu pezinho?
 
Narrador - Mas o rato que também ia fugindo do frio gritou de longe:
 
Rato       - Mais forte do que eu é o gato que me come!
 
Narrador - Já cansada a formiguinha pediu ao gato:
 
Formiga - Hó gato, tu que és tão forte, que comes o rato, que rói o muro que tapa o sol que derrete a neve, desprende o meu pezinho?
 
Narrador - E o gato sempre preguiçoso disse bocejando:
 
Gato      - Mais forte do que eu é cão que me persegue...
 
Narrador - Aflita e chorosa a pobre formiguinha pediu ao cão:
 
Formiga - Hó cão tu que és tão forte que persegues o gato, que come o rato que rói o muro que tapa o sol que derrete a neve, desprende o meu pezinho?
 
Narrador - E o cão que corria atrás de uma raposa, respondeu sem parar:
 
Cão        - Mais forte do que eu é o homem que me bate.
 
Narrador - Já quase sem força, sentindo o coração gelado de frio a formiguinha implorou ao homem:
 
Formiga - Hó homem, tu que és tão forte que bate no cão que persegue o gato que come o rato que rói o muro que tapa o sol que derrete a neve, desprende o meu pezinho?
 
Narrador - E o homem sempre preocupado com o seu trabalho respondeu apenas:
 
Homem - Mais forte do que eu é a morte que me mata.
 
Narrador - Trêmula de medo, olhando para a morte que se aproximava a pobre formiguinha suplicou:
 
Formiga   - Hó morte, tu que és tão forte que mata o homem que bate no cão que persegue o gato que come o rato, que rói o muro que tapa o sol que derrete a neve, desprende o meu pezinho?
 
Narrador - E a morte que nada fala impassível respondeu...
 
Morte:     - Mais forte do eu é Deus que me governa!
 
Narrador - Quase morrendo, então a formiguinha rezou baixinho...
 
Formiga - Meu Deus, o senhor, que é tão forte, que governas a morte que mata o homem que bate no cão que persegue o gato que come o rato que rói o muro que tapa o sol que derrete a neve, desprende o meu pezinho?
 
Narrador - E então, Deus que ouve todas as preces sorriu, estendeu a mão por cima das montanhas, e ordenou que viesse a primavera.
No mesmo instante no seu carro vermelho a primavera desceu por sobre a terra,
enchendo de flores os campos, enchendo de luz os caminhos.
E vendo a formiguinha quase morta gelada pelo frio, tomou-a carinhosamente entre as mãos e levou-a para seu reino encantado, onde não há inverno, onde o sol brilha sempre e onde os campos estão sempre cobertos de flores.

 

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